A sustentabilidade do sucesso

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Aquele que luta para vencer será no máximo um vencedor.
Aquele que luta por gostar de lutar será sempre um triunfador.


Alcançar o sucesso, atingir os resultados previstos, realizar o sonho sonhado, há algum tempo era o destino máximo programado e desejado por e para qualquer um. A complexidade dinâmica e arrojada do momento atual aponta para a possibilidade e a necessidade de irmos além. Estamos constatando que o sucesso, uma vez alcançado, não mais garante a sua própria continuidade. Ele não é mais o ponto final, e sim, reticências de um processo contínuo de busca-conquista.

A revisão de crenças limitantes é indispensável para a constituição de um novo sistema de percepção-interpretação do mundo e dos acontecimentos.
Estamos participando de uma maratona em que o novo é substituído pelo novíssimo, o que está funcionando é eliminado pelo que funciona melhor, ou simplesmente trocado, fazendo com que fórmulas e receitas milagrosas, que garantiam o sucesso, fiquem rapidamente obsoletas e percam sua efetividade.
O sucesso precisa ser concebido como uma conquista constante que ao mesmo tempo seja pessoal-intransferível e conjunto-compartilhada.

Necessitamos de uma nova estruturação de pensamentos e emoções que sejam capazes de fa-zer com que o sucesso alcançado não acomode, ao contrário, impulsione, criando novos desafios e anseios, constituindo-se num processo autorecorrente que permita ao conquistador e a muitos que estejam na sua rede de relações: apoderar -se do alcançado, desfrutando-o e indo além dele.

A visão e ação de ir além favorece respostas adequadas a um mundo em constantes e profun-das mutações, instigando a criação de estratégias que privilegiem a evolução do conquistador e de muitos que estão na mesma caminhada de realização, assim como, dos que se atraem ou são atraídos pela conquista a ser obtida ou já realizada.

Essa incessante busca do sucesso requer novas posturas, habilidades inusitadas, competências inéditas, e cuidados especiais. Sejam quais forem as transformações que se fizerem necessárias, não é um empreendimento para “um” e nem para “poucos”, é uma construção conjunta de “muitos”, portan-to, entre outras coisas não podem faltar:

  • A busca renovada do auto-conhecimento corporal, mental e psicológico;
  • O fortalecimento dos vínculos relacionais próximos, médios e distantes;
  • A convivência com as diferenças e com os opostos;
  • As estratégias para atrair, esquivar, atacar e desistir e também 
  • A efetivação de reciprocidades solidárias.

O desafio da sustentabilidade do sucesso nos coloca diante de uma grande oportunidade de fa-zer dessa aventura estressante, e ao mesmo tempo relaxante, o despertar de uma nova consciência de evolução autônoma-dependente, fazendo de nossa ação-interferente algo de que possamos nos orgulhar e obtermos a admiração, no mínimo de muitos dos que nos são próximos.

Autor: Mário Freie

Mestre em Educação e Desenvolvimento Humano. Psicodramatista e administrador, advogado e terapeuta. Diretor da Pegasus Desenvolvimento Humano ES